Para ter sucesso em um jogo de xadrez, é indispensável que o jogador planeje bem a sua estratégia. Muitos aspectos estão envolvidos nesse planejamento, como o posicionamento das peças, valor de cada uma delas, sacrifícios que precisam ser feitos, o momento certo de avançar e recuar etc. Só assim poderá se diferenciar do adversário e ganhar a partida.

Bom, assim como no jogo, um planejamento estratégico é fundamental para as empresas. É por meio dele que o negócio poderá desenvolver sua missão, visão, valores, metas e planos de ação, acompanhando os resultados obtidos.

Pensando nisso, veremos neste post como planejar-se estrategicamente pode ajudá-lo a tomar decisões de maneira prudente, sem “achismos”. Continue lendo e confira como é possível executar esse plano em uma PME!

O planejamento estratégico

Antes de qualquer coisa, é preciso compreender o conceito de planejamento estratégico. Esse termo se refere a um documento gerencial que pode ser adotado por empresas de qualquer segmento e tamanho. Nele, estão especificados os objetivos do negócio e um passo a passo para atingi-los — mas não é só isso.

No documento também está discriminada a missão, a visão e os valores da empresa, bem como as suas estratégias de ação. Tal planejamento pode ser feito por diferentes ferramentas, mas, seja qual for a escolhida, a ideia é que ele se transforme em um mapa, direcionando a equipe a agir em diversas situações corporativas.

O processo de tomada de decisões

Sem dúvida, a tomada de decisões é crucial para uma empresa funcionar melhor. Saber optar por um ou outro caminho é um ponto-chave para obter sucesso — o que exige, obviamente, a consideração do planejamento estratégico. Afinal, esse é o documento que lhe fornecerá os dados necessários sobre o negócio.

Apesar de a decisão sempre necessitar de um pouco de intuição, é por meio de dados concretos que você deve qualificar e se certificar de que tal escolha terá mais consequências positivas do que negativas.

Imagine, por exemplo, que você quer economizar nas viagens corporativas e decide cortar gastos para alguns eventos corporativos. Depois de algum tempo, é preciso analisar os dados e verificar se tal estratégia trouxe, de fato, resultados positivos. Se a resposta for sim — ou seja, se não tiver prejudicado o negócio — você pode continuar. Caso contrário, é preciso mudar de estratégia.

A identificação de ameaças e oportunidades e a melhora da comunicação

Vale dizer aqui que, por meio do planejamento, é possível estudar não só a empresa, mas também os clientes e o mercado no qual ela está inserida. O documento é a base para a identificação de ameaças e oportunidades; consequentemente, ele abre as portas para uma atuação estratégica não só mais viável, mas também efetiva, reduzindo os “achismos”.

Outro ponto de impacto é a comunicação. Por se tratar de um documento completo, que fornece uma visão interna e externa da empresa, ele deixa claro para todos os públicos com os quais ela lida (parceiros, fornecedores, clientes, stakeholders e colaboradores) aonde se quer chegar, e como. Além disso, ficam mais claras as funções que cada uma dessas pessoas deve desempenhar.

Enfim, o processo comunicacional se torna mais fluido, o que faz com que o próprio planejamento seja um canal para esclarecer dúvidas. Vale lembrar, inclusive, que a construção desse documento precisa envolver todos os colaboradores para ter sucesso.

Passo a passo para implementar o planejamento estratégico em uma PME

Assim como as grandes organizações, as pequenas e médias empresas (PME’s) precisam de um planejamento estratégico consistente. Por isso, fizemos um passo a passo para colocar esse processo em prática!

Posicione a identidade da empresa

O primeiro passo é conhecer a identidade da empresa. Missão, visão, valores — tenha tudo isso bastante explícito. Como são os colaboradores os principais responsáveis pelo planejamento estratégico, fica mais fácil desenvolvê-los e motivá-los se eles têm consciência desses detalhes. Tais aspectos nortearão a execução do documento, fazendo com que ele tenha uma qualidade superior e possa ser mais bem aproveitado, ou seja, seguido por todos da empresa.

Planeje em conjunto

Depois de entender a identidade corporativa, é hora de definir os objetivos da empresa. Para isso, faça uma pesquisa sobre as necessidades não só do negócio, mas também do mercado, conhecendo especialmente o consumidor e os concorrentes.

Também, vale destacar: nesse momento, a presença da equipe é crucial. Especialmente em empresas menores, é possível contar com a ajuda de todos para chegar a um destino comum. Isso ajuda os profissionais a terem uma visão integrada do negócio, e a se comprometerem com as suas decisões depois.

Aproveite as ferramentas de negócios

Outra etapa valiosa nesse processo do planejamento estratégico é a da utilização de ferramentas de negócios. O que queremos dizer com isso? Reúna relatórios, análises SWOT, demonstrativos financeiros, metas SMART etc.

Todos esses documentos são a base para um bom plano de ação, visto que ajudam na visão sistêmica da empresa por conterem diferentes variáveis. A partir deles, será possível interligar as três áreas (pessoas, processos e mercado) a fim de propor uma estratégia de ação mais consistente.

Aliás, preze também por ferramentas que permitam observar o entorno da sua empresa — ou seja, os aspectos externos que a cercam — como indicadores econômicos, políticos, sociais, tecnológicos e outros.

Estabeleça as suas estratégias

Chegamos à parte final do planejamento estratégico: a definição do plano de ação. Ao analisar o ambiente interno e externo em torno da empresa, é preciso estabelecer as estratégias a serem implementadas em curto e longo prazo.

Aqui, as ações planejadas para um horizonte temporal superior a dois anos devem estar especificadas como longo prazo. Já as de curto prazo são desenvolvidas em um espaço de tempo entre 1 a 2 anos. Mas lembre-se: independentemente do prazo, o plano deve trazer o caminho a ser percorrido para a equipe atingir as metas organizacionais.

Por fim, após a conclusão desse planejamento estratégico, a empresa deve seguir monitorando-o sistematicamente. Essa ação evitará que o negócio volte a um cotidiano de urgência e atividades que não têm impacto sobre a permanência no mercado, nem se mostram eficazes na busca pela vantagem competitiva.

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